Força como objetivo de beleza

novos padrões de beleza 2017

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A indústria da beleza há décadas, eu diria até séculos, propaga um certo esteriótipo para aclamar e reverenciar. E, assim despertar naqueles (e principalmente, naquelas) que não pertencem a ele o desejo de se moldar. De entrar para caixa, de pertencer.

No entanto, tem uma nova onda, uma nova tendência, começou timida nas ruas há bem pouco tempo, mas tem ganhado destaque, tanto que chamou atenção da indústria que parou para pensar no que realmente é a beleza perfeita. Arrisco a dizer que a beleza atual, moderna é a beleza do autoconhecimento, que vem da força e do poder de ser exatamente quem você é.

Acabou-se (ou pelo menos está acabando) um esteriótipo único. Acabou (ou pelo menos está acabando) a ditadura. A beleza atual é real. É tão autêntica que quando ela não vem de dentro para fora ela não aparece. Tem que ser para parecer bonita. Quanta mudança, né? E a maquiagem onde entra nesse novo conceito? Ressaltar o que você tem de melhor sempre em primeiro lugar. Quer disfarçar defeitos? Tem como, mas pense primeiro em mostrar o que você tem de mais forte. Pois existe uma beleza única no que era considerado “imperfeição”. E não pode ter mais beleza do que ser única nesse mundo tão de massa.

Nessa foto de destaque do post, a modelo afro-sueca Sabina Karlsson sintetisa muito do quem estou falando. Sabina tem muitas sardas, que hoje, não são cobertas com base nas makes e até se tornaram desejo (tem gente fazendo com pigmentos temporários), tem cachos, um ruivo natural, e há uns poucos anos, se libertou das dietas castrativas e abraçou seu corpo, saindo da categoria de modelos tamanho 2 para entrar na categoria chamada de plus size e conseguir muito mais trabalhos depois disso (além de mais saúde física e mental). 

Na publicidade, temos como um primeiro case de sucesso as campanhas de beleza real da Dove. De uns dois anos para cá, vimos as palavras diversidade e multiplicidade em muitas campanhas. Reflexo dos tempos. Temos a Avon mostrando múltiplas belezas, temos as cacheadas ganhando linhas de produtos. E temos toda uma nova forma de pensar a beleza que parte desde a infância, que, por exemplo, no caso das cacheadas está trabalhando em cima da aceitação e a valorizacão das características próprias.

Pra finalizar, eu quero mostrar esse vídeo fofo da Yenzah, que fala por si só: