A perspectiva do consumidor na percepção da formulação

Carolina Habeyche - empresária é proprietária da CH Makeup Consultoria

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Qual a importância da perspectiva do consumidor no desenvolvimento de uma linha de maquiagem? Fui convidada pela Cosmetic Innovation, um portal de conteúdo técnico-científico e mercadológico, voltado ao mercado de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, para o evento "Makeu-up – tendências e Tecnologia" em parceria com a KOBO.
Para os participantes, planejei compartilhar alguns insights do meu tema predileto e minha principal expertise enquanto empresária e proprietária da CH Makeup Consultoria – "Análise e Feedback de Portfólio: os produtos escolhidos performam como esperado pela marca e pelo consumidor?"

Preparei um talk focado na demonstração prática de aplicação de maquiagem analisando as características de diferentes fórmulas (das categorias pele, olhos e lábios) sob a perspectiva de performance versus posicionamento da marca visando atender os anseios do consumidor

 

Foco na perspectiva do consumidor

Entender a perspectiva do consumidor na percepção da formulação é conhecer como ele interpreta o que a marca está entregando. Precisamos através de diversas formas de captação de dados compreender o juízo de valor desse cliente, se a fórmula performa como o consumidor espera, se a marca está oferecendo a inovação como o consumidor espera.

Esse foco é importante, pois geralmente as marcas, na hora do desenvolvimento, tem muitas questões primordiais para resolver como, por exemplo, estar dentro do orçamento para que o produto tenha um markup rentável, complementar um portfólio já existente, ter uma embalagem compatível com a fórmula…

Então, quando a gente olha a partir da perspectiva do consumidor entende qual sua trajetória de consumo e qual o comportamento que esse consumidor tem. E o conhecendo de maneira aprofundada, a adequação do portfólio é naturalmente uma consequência.

 

Quando a inovação é necessária

Sob a ótica do consumidor e entendendo a percepção de valor dele, adequa-se um portfólio, entendendo o que temos em linha e que esse consumidor precisa que continue e o que precisamos trazer de inovação, quais as demandas que já existem e quais podem existir.

Falando um pouco do meu trabalho de análise e feedback de amostras para as marcas, sempre que eu vou fazer uma análise de performance de formulação, eu preciso entender profundamente quem é esse consumidor pra fazer a análise. Para exemplificar de uma maneira sucinta, se estou avaliando se um pó compacto tem boa cobertura, apenas analisar uma formulação sem levar em consideração o consumidor traria resultados vagos. Um pó compacto de boa cobertura para uma pele madura precisa ser um pó extremamente micronizado (dentre outras características), pra fazer uma camada fininha e com boa cobertura. Se eu não levo isso em consideração (o fato do público alvo ser peles maduras) eu só avalio – cobriu ou não cobriu. Aí fica raso e não entrega a necessidade real do consumidor da marca.

Para a palestra, eu escolhi alguns produtos das 3 principais categorias – pele, olhos e lábios pra falar dos quesitos de performance que uso para cada uma dessas, e que podem ser um bons pontos de reflexão para quem está em projetos de desenvolvimento.

 

 

 

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